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riscos_e_rabiscos

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Um vazio.

 

Há dias que nos sentimos assim: vazios. Como se nos tivessem roubado um bocado de nós, como se nos estivessem escavado um buraco nas nossas entranhas.

No fundo sabemos que aquela notícia que tanto nos assusta, está a um passo de ser proferida. Mas só cremos que ela é real quando proferida, verbalizada.

São as palavras que as transformam em realidade.

Há uma réstia de esperança que nos faz ficar suspensos no vazio, sem saber se caimos como uma maçã madura de uma macieira frondosa ou se nos elevamos qual balão de criança solto pelo ar...

A verdade... só o tempo a trará.

Let Me Tell You a Secret...

I've coloured my nails red...

 

 

Opá, rendi-me, pronto!

Primeiro estranha-se, depois entranha-se e depois... depois é só escolher as tonalidades e dar uso ao pincel!

Eu, Pessoinha Alves Redol, que até sou uma pessoa que só usa vernizes brancos, esbranquiçados, rosinhas desmaiados e beges desbotados, resolvi experimentar um verniz daqueles escuros, tipo castanho/grenat.

Pronto, estraguei tudo!

A seguir veio o vermelhusco.

E diga-se de passagem estou ADORANDO...

É mesmo caso para dizer... it's only LOVE*!

 

 

* LOVE é o nome do verniz da risqué que agora tenho nas minhas belas unhitas. é sempre bom partilhar estas coisas com as gajas (e cos gajos, quiçá). Just in case...

Uma pausa.

Finalmente entrei em... FÉRIAS!!!

Iupiiiiiiiiiiiiiii!

 

 

Mas acho que voces já se deviam ter apercebido disso devido ao meu "silencio".

São uma mini-férias mas que me vão saber que nem ginjas!

Não sei que dia é, nem que horas são e estou mesmo naquela de relax, tipo "make love, not war".

Desliguei mais ou menos do mundo, principalmente das melguices de gente chata e de trabalho. 

 

Já repus o meu sono atrasado, continuo a repõr energias e a tentar fazer o mínimo possível. Estou mesmo a precisar.

 

Hoje fui ver o novo filme do Harry Potter. Achei um pouco mais fraco que os outros. Falta alguma acção e não gostei da morte de Dumbledore. Ooops! Se calhar isto não era para dizer... Mas também como toda a gente e mais um par de botas já viu, não deve fazer mal... talvez.

No entanto, vale a pena ver o filme. Nem que seja pelo susto que levamos com um "som" que surge numa parte do filme. O pessoal que está a assistir ao filme dá um salto da cadeira ao mesmo tempo. Proeza digna de um Guiness World of Records.

 

Mas enquanto eu estava sugadita a comer as minhas pipocas com o mínimo barulho admissível sem tirar os olhos da tela, havia umas gajas que não tem respeito pelos outros e vá de mandar sms o filme todo. E mais... houve uma fulana que teve o descaramento de atender uma chamada em pleno filmeeee!!!!

E nós ali a gramar a conversa de m%$&da da gaja enquanto víamos o Harry nas suas aventuras!

Não sabem que o telemóvel tem um botão que liga e desliga? E não sabem que a luz do telemóvel enquanto se escreve uma sms incomoda? Pagar uma pipa de massa por um bilhete de cinema para falar ao telemóvel ou mandar sms não vale a pena.

 

Se eu fosse cusca, tinha lido toda a troca de sms. Mas achei que o Harry Potter era mais merecedor da minha atenção e dedicação.

Monday.

 

As segundas-feiras deviam ser abolidas da semana. Ponto final. Podiam transformá-las em mais um dia do fim-de-semana (decerto ninguém se importaria), num feriado semanal, ou noutra coisa qualquer… mas que devia ser um dia a ser suprimido, devia!

 

Acordei a sentir-me um zombie, depois de uma noite de insónia terrível. Tive esperança que o despertador tivesse adormecido mas, como sempre, foi pontual e estridente.

Quando coloquei um pé fora da porta de casa, levei com uns salpicos em cima. “Mau, chuva não dá muito jeito”, sussurrei aos meus botões enquanto olhava os céus, para ver se algum deus se encontrava por lá para meter a cunha ao São Pedro.

 

Após engolir o meu café-despertador matinal, entrei no colégio para organizar os putos e arrumar as tralhas. Nem sonhava eu o que iria acontecer.

Já todas as crianças estavam a postos e impacientes para se enfiar no autocarro e ir para a beach e autocarro… nada!

 

Os autocarros das outras turmas partiram todos contentes cheios de agitação enquanto nós… nos sentámos nas escadas da entrada com os olhos postos no fundo da rua, desejando fervorosamente que viesse. Depois do pedido de desculpas e da justificação de se ter “perdido”, lá partimos nós com 1 hora de atraso, profes e auxiliares furibundas e putos endiabrados. Até uma menina do 1º ano me disse “ó teacher os senhores deviam ser mais responsáveis e deviam chegar a horas”. Glup!

 

A água do mar estava terrivelmente fria e com fortes ondas. Tantinho que eu gosto de água mas hoje parecia que estávamos a entrar numa arca congeladora. Sinceramente, até me senti uma dourada congelada. Brrr!

 

Chegada a hora de regressar, enfiámo-nos nos autocarros rumo a Lisboa. Ao subir em direcção aos céus, que é como quem diz ao convento, não é que saltou uma roda de um “#$)%/”#/% de um jipe, o que provocou uma paragem geral do trânsito nos dois sentidos?! E a polícia? Qual polícia?! O que é isso?! Ah, devem ter sido uns senhores que pararam lá mas como não tinham sido chamados para o evento, rabiscaram qualquer coisa numa folhitas e deram de frosques…

 

Resultado: uma hora de espera, dois “pilotos” (segundo um menino do 1º ano, lol!) mal-encarados, 2 profes e 2 auxiliares desesperadas e resmas de crianças aflitas para verter águas e aconchegar o estômago.

 

Para terminar o dia maravilhoso, mesmo ao chegar a casa, levei com um “bafo sovacal” capaz de exterminar o pior dos monstros alienígenas. Consegui manter-me consciente até chegar a casa nem sei como.

 

Valia a pena ou não eliminar esta segunda-feira?!

 

O Padrinho: Terror À Espreita.

 

Isto de começar um domingo com uma grande moca de anti-histamínico e com uma notícia aterradora a pairar sobre a minha cabeça, tem muito que se lhe diga.

 

But first things first. Naquela semana dos feriados, tive o meu padrinho octogenário (mas em melhor estado do que eu, diga-se em abono da verdade) na minha casa a passar umas “mini-férias”.

Hoje, quando cheguei a casa da minha mãe para almoçar, ela diz-me que “parece que o tio - que é o meu padrinho – quer vir com o N. para cima no dia 15”. Eu e o N. estarrecemos, congelámos e já nem a comida nos caiu lá muito bem.

A nossa mente começou a visualizar as nossas férias estragadas pela estadia do meu padrinho. Pusemos os neurónios a funcionar a full power para arranjar desculpas e subterfúgios, para a eventualidade de recebermos um telefonema do meu padrinho a dizer para o N. o ir buscar porque vinha para Lisboa.

 

Não é por nada, mas aqueles preciosos feriados em que eu estava atafulhada de testes, preparações de festas de final de ano, relatórios de avaliação, etc., mais pareceram dias no inferno. E não fiz nada, o que significou trabalhar a dobrar nas semanas seguintes.

Mas isto nem foi o pior!

 

Imaginem lá terem de madrugar para fazer e dar  pequeno-almoço ao padrinho, pois apesar de eu deixar tudo prontinho em cima da mesa, ele sentava-se na cadeira à espera que lhe fizesse o café com leite e a torrada do pão que ele por acaso até nem gostava… pouco!

 

Depois era a cegada do almoço. Não gostava disto, nem daquilo. E até comia poucochinho, dizia ele. Quando a comida lhe agradava, enfardava bem. Quando eu lhe perguntava se não queria mais, a resposta era sempre “mai nada!” mas a seguir atestava com mais um quilo de fruta. Lol!

 

Jamais me esquecerei do som da prótese dentária: Clac! Clac! Clac! E dos “grunfs” a comer e muito menos da tosse fingida para disfarçar o soltar dos prisioneiros, que é como quem diz dos gases intestinais.

 

Até o meu cão, o Pimentinha, sofreu “ataques de festas” mais conhecidos por pancadas na cabeça e esfreganço de solas de chinelos no pêlo. O pobre bicho até já fugia do meu padrinho, mais conhecido por… Lorde Ganéche! É tão Lorde, tão Lorde que nem se mexe! Humpf!

 

Mas os piores episódios, foram os seguintes: um dia descobri que ele andava a fazer a barba com o meu sabonete de lavar as partes íntimas. Pois…

Dei a extrema-unção ao sabonete, arranjei-lhe um caixãozito e enterrei-o no caixote do lixo mais próximo. Isto permaneceu no segredo dos deuses, ou seja, entre mim e o N., até hoje.

 

Para despedida, resolveu que ao almoço queria carapaus fritos. Corri todos os supermercados à procura e nicles. Resolvi levar sardinhas. Arrisquei mesmo. Ah, e um pepino. Isto era o mais importante de tudo.

Fomos assar as sardinhas e perguntámos-lhe quantas comia. Respondeu que comia algumas 50. Assámos imensas sardinhas. Em suma, comeu 2 ou 3 e nós tivemos que morfar as outras de empreitada. O pepino?! O meu padrinho comeu-o inteiro juntamente com tomate que dava para alguns 50 e uma alfacezinha, que era só para dar cor.

Ufa! Só de me lembrar até já fiquei cansada!

 

Em resumo, a sensação que tenho é de que não fiz mais nada nesses dias senão fazer comida e dar de comer. Argh!

 

Resumo De Um Dia De... Praia.

 

. “Snifei” duas ondas o que até deu jeito porque estava aflita da minha alergia. Ficou a sala limpa.

 

. Uma lesão na patinha esquerda, pois deu-se o choque entre o meu pézinho e um pedaço de pau que estava na areia, graças ao lixo que “decora” a praia. De resto, uma prática corrente em várias praias portuguesas.

 

. Descobri que uma das minhas alunas é canibal. Decidiu dar uma trinca ao colega só porque estava a invadir a sua “cabana”. Ou será que estava na hora do lanche e a miúda estava com fome? Hummm…

 

. Uma freira semi-afogou-se e o nosso Tarzan de serviço teve de ir fazer um salvamento forçado… Cof! Cof! Cof!

O que algumas pessoas fazem para arranjar um colinho masculino. Oops!

 

. A incongruência bandeira-estado do mar. As ondas estavam de tal maneira fortes que mais pareciam um ataque de fúria do Velho do Restelo! E a bandeira? Estava verdinha…

Queixámo-nos à salva-vidas (ou seria salva-alforrecas?) de serviço que só não nos mandou à m”#$da porque estava a mostrar o biquíni à amiga…

 

. Recebemos um “mimo” da BT porque não tínhamos uma lista na caixa da farmácia. Depois veio a história do tacógrafo e mais não-sei-o-quê. Espreitar se as crianças tinham cinto e se iam em segurança… dá muito trabalho. Fica para a próxima!

 

. Fomos sobrevoados por uma “ovelha” e não uma abelha (sim!), monstruosa e gulosa que nos queria picar para nos sugar todo o protector solar. Argh!

 

. O batráquio fez das suas: ao entrar na página do sapo eis que vejo que estou em… DESTAQUE!!!

Mais uma vez obrigadinha sapinho!

 

. Não sabia que os Slipknot tinham mudado de nome e agora pertenciam à área dos detergentes. Acho que agora se chama “SKIPNOT”, segundo o que ouvi na TV. Ou será que têm alguma campanha anti-skip?

 

Para terminar quero só dizer que tenho medo de fantasmas e que hoje já não vou dormir! Quem manda mostrar na TV o fantasma de Michael Jackson?!? Já bastava a estátua de cera, não?

 

Técnica do Assento

 

Desde que comecei a beach season que apanho o meu bus mais tarde. Numa certa paragem costumam entrar, entre outros, 3 passageiros: uma avó velhota e encarquilhadinha e dois netos, um rapaz e uma rapariga.

 

Os dois parecem ser muito amigos da avó e a primeira coisa que fazem, ao entrar no bus, é procurar um lugar para que ela se sente. Eles pisgam-se lá para trás, enquanto a rapariga se senta, o rapaz vai em pé, balançando-se nos carões ao ritmo dos solavancos do bus.

 

Hoje, a rotina foi alterada: a miúda foi sentar-se na parte traseira do bus e o miúdo sentou-se perto da avó, naqueles bancos reservados para grávidas, crianças – que o miúdo ainda é – e idosos.

 

Algumas paragens mais à frente, já noutra zona de Lisboa, entram mais uma avó toda fina e empipocada com uma criança pequena.

A avó empipocada aproxima-se dos lugares reservados, vê a outra criança (o miúdo) sentado e diz:

 

- Não te importas de te levantar para dar o lugar a esta menina…? É que ela pode cair…

 

O miúdo lá se levantou em silêncio, solidário com a criança mais pequena. No exacto momento da menina se sentar, a avó empipocada segura-a e numa fracção de segundo amusenta-se no banco, pega na criança ao colo e ainda acrescenta: “assim vais melhor”.

Todo o bus se desatou a rir com a lata da avó empipocada. É que todos perceberam que o lugar não era para a neta mas sim para ela! Grande técnica… Humpf!

 

Depois do miúdo ter voltado a sentar-se num lugar sem ser reservado, eis que entra mais uma velhota mas desta vez com muletas. Não é que foram pedir o lugar ao puto de novo?!

 

Até aposto que o miúdo deve ter pensado “logo hoje que decidi sentar-me é que tenho de dar o lugar a todas as velhotas que entram no autocarro… não está certo!”

Se ele não pensou, eu pensei. Parece que há dias em que temos mesmo de ir em pé nos transportes públicos.

 

O Pato Donaldo, Quer Dizer, O Caso Ronaldo.

 

Há qualquer coisa que me está a falhar.

Quer dizer, chega uma pessoa a casa depois de um cansativo dia de praia (banhos de sol e de mar), a precisar de esticar o corpinho num leito qualquer – cama ou sofá, tanto faz – e de descansar a vista e o cérebro num programa de televisão que faça esquecer um tão exaustivo dia de trabalho, e quando pega no comando para acender a caixinha mágica… Vavum!!!

Uma pessoa é bombardeada por todos os lados pela mesma coisa: a apresentação de Cristiano Donaldo, quer dizer, Ronaldo ao seu novo clube

 

Justificava-se gastar balúrdios em deslocações de repórteres, jornalistas e meios técnicos a Espanha para “mostrar” como o Donaldo, quer dizer, o Ronaldo ia ser recebido?!

 

Havia necessidade desta pompa e circunstância toda só porque o Donaldo, quer dizer, o Ronaldo foi para o Real Madrid?!

Todo o planeta e, quiçá, toda a galáxia sabem que a sua contratação foi bilimiliquaquilionária. Atravessamos uma época de crise em que o dinheiro está sobrevalorizado e em que há tanta gente que não tem o que comer, que não tem empregos e que a sua perspectiva de melhoria das condições de vida é nula.

  

Agora pergunto eu: Foi para um clube novo… so what? Tinha que ser apresentado ao público… so what? Fez um contrato milionário e vai ganhar balúrdios… so what?

Mas será que era preciso tanto show-off?!

 

Ò senhores directores das estações televisivas, desculpem lá mas o mundo não vive só de futebol nem de Michael Jackson. Ambos são artistas extraordinários nas suas áreas mas tanta informação repetida já enjoa. Vejam lá se deixam de copiar uns pelos outros!

 

Eu sei que o Donaldo, quer dizer, o Ronaldo, é o jogador mais colorido do planeta e arredores e cuja cor predominante é o rosa, rosa de revistas cor-de-rosa, claro!

 

P.S. – Se eu fosse o rei de Espanha, expulsava já o Donaldo, quer dizer, Ronaldo do país. Rei de Madrid?! Que eu saiba o Rei é de Espanha e chama-se Juan Carlos…

 

P.S. 2 - é inegável o poder que o nosso amigo Cristiano donaldo tem sobre as mentes dos portugueses... até da minha! O gajo conseguiu que eu coroasse o filho do rei anticipadamente!!!! É ou não incrível? Está feita a correcção.